quinta-feira, janeiro 11, 2007


Arpad Szenes, Vieira da Silva no estúdio, (data?), Serigrafia sobre papel

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13 comentários:

heitor disse...

O quadro é uma maravilha, a expressão de uma imensa ternura, e é admirável como Arpad nos revela a grande cumplicidade existente entre os dois.
Como artista, ela é para mim mais notável e marcante do que ele, mas há na pintura de Arpad um traço de inocência, uma transparência no olhar, uma sensibildade que me cativam.
Eu não sei se estamos a ver Vieira da Silva a pintar pintada por Arpad Szenes, ou se nos é dado o privilégio de partilhar um momento de intimidade, Arpad a fazer amor com Maria Helena perante os nossos olhos deslumbrados.

Luísa R. disse...

Gosto muito do Arpad Szenes.
Aprendi e aprendo muita coisa com as obras dele.
E neste trabalho, também acho que se sente uma grande ternura e uma grande cumplicidade :)

isabel disse...

ternura, sinto...

bela a pintura

hfm disse...

No Natal ofereceram-me um livro de conversas informais com os dois - uma maravilha como este quadro, como os seus quadros!

Luis disse...

É menor, desculpem.

Luísa R. disse...

Helena, como é que se chama o livro?

Luísa R. disse...

Luís, é menor? Importa-se de explicar um pouco melhor o que quer dizer com isso? E porquê?

Luísa R. disse...

Isabel, ainda bem que gostas
bjs :O)

Sonia disse...

Descobri há pouco tempo esse seu espaço e achei uma beleza! Você está de parabéns! Vou voltar mais vezes! Um abraço, Sonia, São Paulo, Brasil.

APIUR disse...

qzseUma bela escolha!
Este quadro diz-me muito. Todo o espaço da Fundação A Z - V S é mágico!
Arpad nesta imagem de feição figurativa, intimista, deixa uma bela imagem, carregada de um magnetismo que só o Amor - Real consegue espelhar. Uma relação entre dois pintores magníficos, que resultou bem. Ao contrário de outras (como a de Almada e Sarah Afonso, em que Almada a proibiu de pintar!).
Em minha opinião, Arpad era um pintor mais profundo, "melhor" se se pode dizer com esta simplicidade, mas que se "apagou" gradualmente para que o seu grande Amor, Helena, se projectasse no mundo. Mas claro que Vieira transportava um talento único.
Uma mera opinião...
Saudações,
Apiur

APIUR disse...

Uma adenda...
no Livro "Retratos de Vieira", INCM,1983, aparece este óleo s/ tela, intitulado "Retrato de Vieira", datado de 1946. Dimensões: 33*25cm.
Já agora, há um outro quadro lindíssimo, "Le Couple", de 1942, ano de alguns dos retratos mais importantes, também de pequenas dimensões como o referido antes(33*23,8cm). Neste último a relação está ainda mais viva.
Apiur

Luísa R. disse...

Sonia, obrigada pela visita e pelos elogios :O)
Também gosto muito do seu blog!
Um abraço
Luísa

Luísa R. disse...

Apiur,
Concordo contigo.
O Arpad foi, sem dúvida, uma pessoa muito especial e um pintor de grande dimensão.
É um dos pintores que gosto mais e não consigo entender quando me dizem que é um pintor «menor»...
Poder-se-á gostar ou não. O gosto pessoal é uma coisa. Penso que afirmar que Arpad seja um pintor «menor» já ultrapassa o mero gosto. Uma afirmação destas carece de fundamentação. Fundamentação essa que, quase sempre, é pobre ou nem sequer formulada.