quarta-feira, outubro 03, 2007

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ANA MOURA. PARA ALÉM DA SAUDADE
Concerto no CCB, dia 7 Out 2007, às 21h


Ana Moura, Mapa do Coração

(Nuno Miguel Guedes/Fado Blanc)
Recorded live at Forte da Trafaria
Song included on Para Além da Saudade (2007)





«Neste trabalho, os fados tradicionais convivem com outros em formato canção e é nas letras que a fadista nos reserva algumas (boas) surpresas como no tema “E Viemos Nascidos do Mar” que conta com um poema de Fausto; Amélia Muge que lhe escreveu “O Fado da Procura”; ou na sua escolha de um poema de Fernando Pessoa em “Vaga, no Azul Amplo Solta”, do qual sai o título do disco. Este último tema foi musicado pelo lendário músico espanhol Patxi Andión, cantando-o também, em dueto e em castelhano, com Ana.

Destaque ainda para a participação de Tim Ries, o saxofonista dos Rolling Stones, que compôs a música de “Velho Anjo” e toca saxofone no tema “A Sós Com a Noite”. Recorde-se que Tim Ries convidou Ana Moura, em 2006, para integrar o segundo volume de “The Rolling Stones Project”.

Jorge Fernando é, mais uma vez, o produtor musical do disco, sendo também o autor/compositor de alguns temas. Ana Moura gravou com Custódio Castelo na guitarra portuguesa (o guitarrista também assina algumas músicas do álbum), Filipe Larson no viola-baixo e Jorge Fernando na viola. (...)»
in Fnac

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domingo, agosto 12, 2007

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Chuva de estrelas hoje à noite...
Mais daqui a bocadinho :O)
Lá pelas 2h da manhã.


Por falar de astronomia,
aqui vai um vídeo com imagens da NASA, ESA e STScI.
O que se ouve é o Adagio For Strings, Op. 11: Agnus Dei de Samuel Barber,
pelo The Choir Of Trinity College, Cambridge.



«Some of the movie clips used:

Comet with dust jets
Helix planetary nebula and the creation of planetary knots
Helix Nebula and formation of the Helix Nebula
Orion Nebula
Cat's Eye Nebula
Egg Nebula
Cassiopeia A
Formation of planetary Nebulae»



Outra versão do Adagio For Strings de Samuel Barber,
por William Orbit, pode ser vista e ouvida aqui, no Jel,
onde ando a aprender coisas novas :O)

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segunda-feira, julho 30, 2007


Isaac Levitan, By the Deep Waters, 1892, Oil on Canvas

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Ingmar Bergman

(14 Julho 1918 - 30 Julho 2007)


O Sétimo Selo, 1957

A ver:
Ingmar Bergman Face to Face
Senses of Cinema, Ingmar Bergman by Hamish Ford
Strictly Film School, Ingmar Bergman


O Sétimo Selo, 1957

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quinta-feira, julho 26, 2007


Isaac Levitan



Ennio Morricone, Cinema Paradiso, live in Warsaw, Poland

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sábado, julho 14, 2007

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Boas férias :o)


Albert Marquet, Poissy, The White Fence, 1929

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sábado, julho 07, 2007


Albert Marquet, Port de Marseille, 1918

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segunda-feira, junho 04, 2007

Nuri Bilge Ceylan


Nuri Bilge Ceylan, Ships in the Bosphorus, 2004, 61x127cm



Nuri Bilge Ceylan, Road by the lake, 2004, 61x127cm



Nuri Bilge Ceylan, Country road at dusk, 2003, 61x127cm



Johann Sebastian Bach, Suite No. 5 in C minor, BWV 1011, Sarabande.
cello - Mischa Maisky

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domingo, maio 20, 2007


André Kertész, Place Gambetta, Paris, 1928-29, Gelatin silver print, 1970s

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terça-feira, maio 15, 2007


Alva Noto + Ryuichi Sakamoto, Trioon I, Vrioon, 2002, ed. Raster-Noton





A ver:
- Alva Noto
- Ryuichi Sakamoto e siteSakamoto


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Video - Karl Kliem

«Description of the Video

Both elements of the music, an analog piano and a digital sinus wave, are represented by two overlapping visual elements: the fading sound of the piano by three abstracted octaves of a keyboard with the keys fading out just as softly as the tones fade from hearing. The sinus waves contrast the piano and indicate the pitch in the form of horizontal stripes along the vertical axis (FFT analyzer).

Title - Trioon I
Music - Alva Noto + Ryuichi Sakamoto
Album - Vrioon
Label - Raster-Noton
Duration - 03:28
Date July - 2003»

In Dienststelle. Alva Noto + Ryuichi Sakamoto - Trioon I

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quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril



Livre


Não há machado que corte
a raiz ao pensamento


não há morte para o vento
não há morte.


Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida,


sem razão seria a vida,
sem razão.


Nada apaga a luz que vive
num amor, num pensamento,


porque é livre como o vento,
porque é livre.


(Carlos de Oliveira, As Canções Heróicas)

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Alexandre Arrechea, The Garden of Mistrust, 2004-05, White enamel metal tubing with 20 surveillance cameras



Katsuhiro Saiki, Place #2, 2002, c-print, plexiglass, plywood, paint, 18x120x120cm (detail)



Katsuhiro Saiki, Place #2, 2002, c-print, plexiglass, plywood, paint, 18x120x120cm



Martin Puryear, Ladder for Booker T Washington, 1996
(photo Timothy Boss)



Anselm Kiefer, Book with Wings, 1992-94
(photo Timothy Boss)

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domingo, abril 22, 2007

Aquarela


Para os meus sobrinhos Sofia e Diogo

que gostam tanto desta música como eu :O)



AQUARELA

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul

Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
é tanto céu e mar num beijo azul

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
e se a gente quiser ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo

Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar

Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolorirá)

(Toquinho - Vinicius de Moraes - M. Fabrizio - G. Morra. 1983)

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