quinta-feira, janeiro 11, 2007


Arpad Szenes, Vieira da Silva no estúdio, (data?), Serigrafia sobre papel

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domingo, dezembro 24, 2006


Leonardo da Vinci, The Virgin and Child with St Anne and St John the Baptist, c. 1499–1500, charcoal, black and white chalk on tinted paper, 141.5×104.6cm, The National Gallery, London


Feliz Natal e um Bom Ano Novo!

Joyeux Noël et Bonne Année!

Merry Christmas and a Happy New Year!


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André Kertész, Angel and Stoplight, New York, (date?)

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segunda-feira, dezembro 18, 2006


André Kertész, Chez Mondrian, Paris, 1929

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André Kertész, Shadows, Eiffel Tower, Paris, 1929


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André Kertész, Clock of the Académie Française, 1929

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André Kertesz, Carrefour, 1930, Blois, 1930 (Print. 1973)

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André Kertész, Chimney, April 1, 1965
(print. late 1960s - early 1970s)

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André Kertész, Brick walls, October 23, 1961. 1961
(print. 1973)

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André Kertész, New York (Pigeon Landing), 1960

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domingo, dezembro 10, 2006


André Kertész, Martinique, January 1, 1972

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André Kertész, Manua Kea, Honolulu, HI, August 4, 1974

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André Kertész, Promenade, October 17, 1962, New York, 1962, Printed in 1973

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quinta-feira, novembro 30, 2006

Fernando Pessoa

(Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935)

II.
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

In Fernando Pessoa, O Guardador de Rebanhos / Alberto Caeiro, [post. Maio 1914]; [Lisboa]

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