domingo, agosto 27, 2006

Jorge Martins. Simulacros - Uma Antologia


Jorge Martins, Sem título, 1976, grafite sobre papel


Jorge Martins, A Origem da Razão, 2000, óleo s/ tela


Exposição antológica de Jorge Martins (40 anos de pintura e desenho)

Nas Galerias 3 e 4 do Centro Cultural de Belém até 22 de Outubro.

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Helga de Alvear. Conceitos para Uma Colecção


Philip-Lorca diCorcia, Brent Booth, 21 years old, Des Moines, Iowa, $30, 1990-1992

«A exposição reúne cerca de 80 obras, em diferentes suportes, dos mais interessantes e reconhecidos artistas contemporâneos.

Helga de Alvear, uma das mais destacadas galeristas de arte contemporânea, conjuga o cargo de directora de Galeria de Arte com a paixão pelo coleccionismo – a sua própria colecção conta já com mais de duas mil obras em diferentes suportes: o vídeo, a instalação, a fotografia, a pintura e objectos. Rebecca Horne, Dan Flavin, Donald Judd, Philip-Lorca diCorcia, Joana Vasconcelos, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis e Rui Chafes, entre outros, são alguns dos artistas representados na exposição.»

In Centro Cultural de Belém

Outros artistas representados: Luc Tuymans e os fotógrafos Bernd + Hilla Becher, entre outros.


Na Galeria 1 do Centro Cultural de Belém até 22 de Outubro.

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Abel Salazar, O Desenhador Compulsivo


Abel Salazar, Sem título, n. dat., tinta-da-china, lápis e aguada


Na Galeria 2 do Centro Cultural de Belém até 17 de Setembro.

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domingo, agosto 20, 2006

Uma tarde no jardim da Gulbenkian











(Fotografias de Luísa R., Agosto 2006; máq. fotog. do telemóvel)

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Matej Krén


Matej Krén, Book Cell, instalação, 2006, CAM

«(...) A memória e o saber acumulados nos livros reunidos, fechados e inacessíveis, diversos e preciosos serão potencialmente recuperados no final, quando todos puderem regressar à sua função de ser lidos, mas terão sido entretanto trabalhados como matéria escultórica e como espírito do lugar em que o artista se propõe reter-nos: um recinto hexagonal com uma passagem definida por espelhos que asseguram a vertigem da queda, a desmultiplicação ad infinitum, o pânico da desorientação espacial próprios de um infinito virtual. (...)»

Até 31 de Dezembro no Centro de Arte Moderna.



Eu não entrei. Não consegui.
E pelo que vi, não fui a única.
Quem conseguiu passar por lá, adorou :)


Matej Krén, Book Cell, instalação, 2006, CAM
(Fotog. de Luísa R., Agosto 2006; máq. fotog. do telemóvel)


Matej Krén, Book Cell, instalação, 2006, CAM (pormenor)
(Fotog. de Luísa R., Agosto 2006; máq. fotog. do telemóvel)

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João Queiroz

Exposição de João Queiroz, no Centro de Arte Moderna até 30 de Setembro.

«João Queiroz apresenta um conjunto de seis pinturas inéditas, óleos sobre tela, de grande dimensão, onde mostra várias faces da sua relação com o acto de pintar em face de uma visão dinâmica e inapropriativa da Natureza. A partir de um acto de olhar que apreende o fenómeno natural, analisando-o nos seus aspectos indeterminados e impermanentes, desenvolve, de diversos modos, as pinturas, utilizando as suas especificidades (pincelada, cor, matéria, luz, composição), como elementos que em seu conjunto dão a ver e sugerem as diversas possibilidades de apresentação, objectivação e individuação, implicadas na presença do nosso olhar perante a Natureza.»


Outros trabalhos + informação:
- Anamnese
- Porta 33












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Craigie Horsfield


Craigie Horsfield, Eucalyptus Forest, by Las Montanetas, El Hierro, 2002


Exposição de Craigie Horsfield, Relation, no Centro de Arte Moderna até 24 de Setembro.

Qualquer imagem em jpg não honra as ditas fotografias.
Assim é, de resto, para qualquer exposição de fotografia digna desse nome.

Vale a pena ir ver.



Craigie Horsfield, Carrer de Muntaner Barcelone, Mars 1996, 140x137cm



Craigie Horsfield, Broadway, 14th day, 12 minutes from dusk New York, Septembre 2001, 2005, 102x125,5cm



Craigie Horsfield, Anke Bangma, Witte de Withstraat, Rotterdam, juillet 1998, 2005, 128,6x86,7cm

terça-feira, agosto 15, 2006

Me and You and Everyone We Know



Miranda Julie & Michael Andrews, The Opening (When I call a name), 2005
Me and You and Everyone We Know, soundtrack

"If you really love me,
then let's make a vow...
right here, together...
right now.

- Okay?
- Okay.

All right.
Repeat after me—
I'm gonna be free.
I'm gonna be free.
And I'm gonna be brave.
I'm gonna be brave.

Good.
And the next one is—
I'm gonna live each day
as if it were my last.

Oh, that's good.
You like that? Yeah. Say it.
I'm gonna live each day
as if it were my last.

Fantastically.
Fantastically.

Courageously.
Courageously.

With grace.
With grace.

And in the dark of the night,
and it does get dark...
when I call a name—
When I call a name.

It'll be your name.

What's your name?
Never mind.
Let's go. Say it.
Let's go. Everywhere.

Everywhere. Even though—
Even though—
We're scared.
We're scared.
'Cause it's life—
It's life.
And it's happening.
It's really, really happening...

right now.

All right. Now let's kiss
to make it real, okay?

Okay."


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"When I was little I had a theory that you should draw a picture using all the colors except yellow, making it as good as you could, and then, finally, after giving up, you should add yellow. And yellow had the magical property of instantly making everything come alive, it was light itself, and thus the picture came into being. Mike Andrews' score was the yellow for this movie."
Miranda July, May 7, 2005

In www.Amazon.com - Me And You And Everyone We Know [soundtrack], Michael Andrews

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domingo, agosto 13, 2006

A dança do crepe



Poético e mágico...



«La Migration Bigoudenn est un court-métrage réalisé par 3 étudiants de Gobelins, l'école de l'image: Eric Castaing, Alexandre Heboyan et Fafah Togora.
La production du film s'est déroulée de mars à juin 2004 pour un film d'une durée de 2 minutes.
L'histoire prend place aux abords d'une falaise Bretonne: à la nuit tombée, des Bigoudènes se réunissent pour procéder à un mystérieux rituel: la danse de la crêpe commence... »

In La Migration Bigoudenn (com a história, galeria de imagens, download do filme com mais qualidade, etc.)

Gobelins - L'École de l'image (para ver mais curtas-metragens)

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domingo, agosto 06, 2006

la vida secreta de las palabras








Antony & The Johnsons, Hope There's Someone, 2005








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sexta-feira, julho 21, 2006

quinta-feira, julho 20, 2006


Piet Mondrian, Composition with Blue and Yellow (Composition Bleu-Jaune), 1935



Piet Mondrian, Tableau I. Lozenge with Four Lines and Gray, 1926



Piet Mondrian, Composition No. II; Composition in Line and Color, 1913


«A abstracção supõe certamente em Mondrian (como ele mesmo o explica nos escritos no De Stijl) a ausência de um referente exterior. Neste sentido - mas possivelmente só neste - a pintura abstracta se pode apelidar de «auto-referenciada», quer dizer, o pintor já não sentia a necessidade de «um ponto de partida exterior» que seria representado mimeticamente e que estruturaria toda a composição. Mas «auto-referenciamento» em Mondrian (como em Kandinsky e Malévitch) nunca significou ausência de sentido ou pura combinatória de elementos formais. O discurso da arte abstracta, dos pioneiros como dos críticos e pensadores, alimentou um mal-entendido sobre a natureza da abstracção: que esta supunha um «mundo sem objecto» (Malévitch), que não remetia para mais nada do que o «retiniano» (Duchamp), etc.

Que desapareceu da imagem abstracta que estava na imagem naturalista? A representação de uma coisa exterior à imagem. Mas a relação com o exterior - o exterior à matéria, às cores, às linhas - permaneceu, mesmo se esse «exterior» por vezes deixasse de ser uma «coisa». O que se modificou radicalmente, na arte abstracta, foi o tipo de relação com o exterior. Este deixou talvez de ser um referente: a liquidação do mimetismo transformou a natureza, a noção e a função do «referente». Mas a exterioridade, o «fora» nunca deixaram de acompanhar o processo de construção da obra. Não há objecto de arte que não implique em si mesmo uma relação a um exterior transartístico - a que não se deve já chamar «referente», conceito residual de uma semiótica da arte ultrapassada.»

in José Gil, «Sem título». Escritos sobre arte e artistas, Relógio D'Água, 2005

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Piet Mondrian, Flowering Tree, 1912



Piet Mondrian, Gray Tree, 1911



Piet Mondrian, Avond (Evening); Red Tree, 1908

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quarta-feira, julho 19, 2006

A ouvir.

Desta vez, para aligeirar, uma valsa cantada, Je te veux, composta por Erik Satie, c. de 1897.
Consta que não fazia parte das suas obras preferidas.

Do muito que consta sobre Satie, refiro que o senhor fundou a sua própria igreja, L'Église Métropolitaine d'Art de Jésus Conducteur, da qual era o único membro, excomungando todos os que discordassem dele.
Está bem...


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Jessye Norman, Je te veux (Erik Satie)


J'ai compris ta détresse,
Cher amoureux
Et je cède à tes voeux,
Fais de moi ta maîtresse,
Loin de nous la sagesse,
Plus de tristesse,
J'aspire à l'instant précieux où nous serons heureux
Je te veux.

Je n'ai pas de regrets
Et je n'ai qu'une envie
Près de toi, là, tout près,
Vivre toute ma vie,
Que mon coeur soit le tien
Et ta lèvre la mienne,
Que ton corps soit le mien,
Et que toute ma chair soit tienne.

Refrain

Oui, je vois, dans tes yeux
La divine promesse
Que ton coeur amoureux
Vient chercher ma caresse,
Enlacés pour toujours,
Brûlés des mêmes flammes,
Dans des rêves d'amours
Nous échangerons nos deux âmes.

Refrain

(letra: Henry Pacory)

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