segunda-feira, julho 03, 2006

Bibliotecas de jardim

E porque não uma máquina de vender livros no Jardim do Príncipe Real?

Não comparando duas realidades diferentes e associando livros ao Jardim do Príncipe Real, lembrei-me de ter visto algumas imagens antigas de uma biblioteca de jardim, duas das quais reproduzo mais abaixo neste post.

Resumindo a história:
As Bibliotecas Jardim da Estrela e do Jardim do Príncipe Real são inauguradas nos anos de 1938 e 1939, respectivamente.
De 1950 a 1960, «existem 12 Bibliotecas móveis de jardim em funcionamento, no Jardim Augusto Gil (Largo da Graça), no Jardim da Praça João do Rio, no Jardim do Campo Grande, no Jardim do Príncipe Real, no Jardim da Estrela, no Jardim Júlio Castilho (Miradouro de Santa Luzia), no Jardim António Feijó (Anjos), no Jardim Teófilo Braga (Campo de Ourique), no Jardim da Praça do Império (Belém), no Jardim Nun’Álvares (Santos-o-Velho), no Jardim Constantino».
São extintas em 1980.
A Biblioteca Quiosque Jardim da Estrela, é a única a ser reestruturada em 1993 e colocada em local mais acessível.



Mário Novaes, Biblioteca Municipal no Jardim da Praça Rio de Janeiro, hoje Príncipe Real, 1949, AFML-A12335



Eduardo Portugal, Biblioteca Municipal no Jardim da Praça Rio de Janeiro, hoje Príncipe Real, 1939, AFML-A5399


A ver:
Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa (se quiserem procurar imagens de Lisboa. A ele pertencem as imagens antigas deste post)
Agenda Cultural da CMLisboa/Jardins/Jardim do Príncipe Real(imagem actual do post e alguma informação acerca do jardim)
BLX (Bibliotecas Municipais de Lisboa)/Elementos para a história das BLX

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domingo, julho 02, 2006

Urgência de ler?
Se estiver em Paris e lhe apetecer urgentemente um livro à 1h da manhã, fique descansado porque pensaram em si.
Desde há algum tempo que pode aceder a máquinas de venda de livros em algumas estações de metro e não só.
O menu é variado: vai desde Homero, passa por Baudelaire e acaba em livros de cozinha.
Eu gostava de ter uma coisa destas no metro de Lisboa.

A ler:
A Origem das Espécies
Elzé News
MSNBC (imagem do post: © Patrick De Noirmont / AP)

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Nobuyuki Takahashi







Pouco sei sobre Nobuyuki Takahashi. Do que vi, gostei.
Quem tiver mais alguma informação acerca deste jovem pintor japonês ou acerca da pintura contemporânea japonesa, agradecia que partilhasse :o)

Por agora, transcrevo um excerto de um post do Amateur d'art (Lunettes Rouges):


«L'air de rien

A la Maison de la Culture du Japon à Paris, jusqu'au 1er Juillet.

Petit coup de projecteur sur onze jeunes artistes japonais, assez dissemblables, plus ou moins héritiers putatifs de Murakami et de Nara. Nourris de mangas, ils se penchent aussi sur le monde qui les entoure.

J'ai surtout été impressionné par le travail d'un peintre. Nobuyuki Takahashi peint des lieux chargés de sens, des temples, des sources, des montagnes sacrées; il les peint d'après des cartes postales, en simplifiant à l'extrême, en ne retenant que les lignes essentielles de la composition, que les principales zones colorées. Aucune profondeur, aucune des règles de la peinture occidentale (ombres, perspective), plutôt un retour aux sources à la peinture orientale traditionnelle. C'est une épuration radicale, une recherche de quintessence, de pureté. (...)»

In Amateur d'art (Lunettes Rouges), 29/06/2006

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sábado, julho 01, 2006

A ouvir



Yo-Yo Ma & The Silk Road Ensemble
in Silk Road Journeys: Beyond the Horizon
, Sony, 2005

Silk Road Journeys: Beyond the Horizon no Amazon


e, por fim, o site do Sr. Yo-Yo Ma
que, além de tocar divinamente, tem um ar muito simpático :o)

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quarta-feira, junho 28, 2006


George Segal, Model for Circus Flyers, (?)

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George Segal, Morandi's Still Life, (?)



George Segal, Morandi's Still Life, (?)

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domingo, junho 25, 2006


John Haines, Été Été, 2004, acrylic on linen

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segunda-feira, junho 19, 2006

When We Were Young: New Perspectives on the Art of the Child

A new exhibition explores the work of some very young artists and the importance of thinking like a child, opening this weekend at The Phillips Collection in Washington.
(17/06/2006 - 10/09/2006)

«(...)"I wanted people to ask themselves to what extent the criteria they use to look at children's drawings is the imposition of an adult eye," said Jonathan Fineberg, a scholar of modern and contemporary art who organized the exhibition.(...)



Paul Klee, Woman With Parasol, 1883-5


(...) Picasso's childhood drawing "Bullfight and Pigeons", which is in the show, features realistic-looking birds (a specialty of his father, the painter José Ruiz Blasco). But that's not what makes it remarkable, Mr. Fineberg argues; it's the 9-year-old Picasso's confident, playful scribble that defines the crowd in the corrida's background.



Pablo Picasso, Bullfight and Pigeons, 1890


"It's not about skill", Mr. Fineberg said. "It's about unique qualities of seeing. That's what makes Picasso a better artist than Andrew Wyeth. Art is about a novel way of looking at the world."(...)»

in Leslie Camhi, When Picasso and Klee Were Very Young: The Art of Childhood, The New York Times, 18/Jun/2006

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domingo, junho 18, 2006


Eugène Delacroix, Paysage de la Campagne anglaise, 1825

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Eugène Delacroix, Paysage de la Campagne anglaise, 1825

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Eugène Delacroix, Coin de l'atelier, le poêle, 1825

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Eugène Delacroix, Georges Sand, 1938 (unfinished)

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Eugène Delacroix, Portrait de l'artiste, c. 1837

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«Paris, 22 de Fevereiro [de 1860] - O realismo deveria ser definido como o antípoda da arte. (...) Na realidade, a menos que se chegasse ao ponto de pensar que bastavam apenas os olhos e a mão para produzir, já não digo uma imitação exacta, mas qualquer obra, seria possível esquecermo-nos que é o espírito que conduz a mão do artista e que portanto, apesar da sua própria vontade de imitar, o leva a imprimir a sua marca específica na obra?
Para que o realismo não fosse uma expressão sem sentido, seria preciso que todos os homens tivessem o mesmo espírito, a mesma maneira de ver as coisas. (...)
O que é que eu encontro num grande número de obras modernas? Uma enumeração de tudo o que é preciso mostrar ao leitor - sobretudo dos objectos materiais, e as descrições minuciosas de personagens, que não são suficientemente caracterizadas pelos seus actos. [...] Na maior parte das obras modernas vejo o autor preocupado em descrever com o mesmo cuidado uma personagem acessória e aquelas que devem ocupar o primeiro plano da cena; ele esgota-se a mostrar-me sob todos os aspectos o subalterno, que só aparece durante um momento, e o meu espírito acaba por se prender a ele, como se ele fosse afinal o herói da história.
O primeiro princípio é o da necessidade de fazer sacrifícios.»

In Eugène Delacroix, Diário (extractos), Edit. Estampa, Lisboa, 1979, págs. 169 e 170.

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