domingo, abril 10, 2005

John Virtue


John Virtue, Landscape No. 709, 2003-4



John Virtue, Landscape No. 707, 2003-4



John Virtue, Landscape No. 706, 2003-4

___

domingo, abril 03, 2005

Céu #13 (REQUIEM)


Tom Millea, Requiem (R-5)

___

Tom Millea, The Book Of Endings (NYC31)

___

Tom Millea, The Book Of Endings (Paris30)

___

Tom Millea, The Book Of Endings (Paris29)

___

sábado, abril 02, 2005


Georges de la Tour, Saint Joseph charpentier , c. 1642 (detalhe)

___

Georges de la Tour, Saint Joseph charpentier, c. 1642(detalhe)

___

Georges de La Tour, Saint Joseph charpentier, c. 1642

___

quinta-feira, março 31, 2005

Céu #12


Tina Modotti, Telegraph Wires (Fili Ellectrici), 1925-1928

Deus e pós-modernidade

«(...) Pluralidade, descontinuidade, antagonismo, particularismo entram na ordem do dia. Nietzsche tem de ser ouvido, mas os seus juízos não devem ser vistos a não ser como exigência para repensar os sinais de decadência e ressentimento. Mas haverá uma pós-modernidade, por contraponto à modernidade, herdada desde o Renascimento? Ou haverá apenas uma nova fase da modernidade, de que continuamos a fazer parte? O certo é que a revisão da modernidade surge como desafio, que impõe, por exemplo, o repensar das relações entre fé e razão, para além das concepções pré-modernas e modernas. Afinal, como superar o nihilismo passivo ou o nihilismo dos valores? J. B. Metz fala da emancipação como sinal da modernidade. Mas, Nietzsche pergunta: «Quem quer ainda governar? Quem quer ainda obedecer? É demasiado penoso. Nenhum pastor e um só rebanho!...» Nada vale a pena?
O que se passa no tempo actual? Muitas vezes a pluralidade surge como sinónimo de indiferença. Gellner põe-nos de sobreaviso: o relativismo é que dá apoio ao absolutismo dos outros. Por isso, o hermeneuta contemporâneo deverá ter mil cautelas, para que a tolerância própria não redunde em destruição do respeito mútuo de todos. Poderemos ser tolerantes com a intolerância? Olhe-se o que acontece com a escalada dos fundamentalismos. Impõe-se superar quer o relativismo quer o absolutismo. Daí a necessidade de ultrapassar os monolitismos. Temos de dar à razão um lugar equilibrado e aberto, capaz de se ligar à emoção e aos afectos, à fé e à convicção, naquilo que Carlos H. do Carmo Silva designa como «inteligência cordial». Por isso, se impõe a referência fundamental à inviolável dignidade do ser humano e a superação de um monolitismo racional fechado. A pessoa humana, não o esqueçamos, é um ser de resposta, para quem a dimensão ética é determinante. Liberdade e responsabilidade, igualdade e diferença são faces da mesma moeda. E a mediação torna-se necessária, indo ao encontro do que o multiforme deus Dionísio representa na alegria e nos afectos, contra uma qualquer idolatria metafísica, para que o Deus do amor, da cidade das pessoas, seja mediador da afirmação da pessoa humana e a pessoa humana seja mediadora da afirmação de Deus.

Guilherme d'Oliveira Martins, «Deus e pós-modernidade» in A Paixão das Ideias, Jornal de Letras, 30 de Março de 2005, pág. 37

Vale a pena ler todo o artigo.

segunda-feira, março 28, 2005

Daniel Blaufuks


Daniel Blaufuks, Pessoa II, 2001



Daniel Blaufuks, Night shots, 2003

Desenho de Maja in Magazine Littéraire, nº 328, Janvier 1995

domingo, março 27, 2005


Gerhard Richter, Kerze, 1982

Georges de La Tour, Repenting Magdalene, also called Magdalene in a Flickering Light, c. 1635-37 (detail)