domingo, fevereiro 13, 2005

Céu #5


Giovanni Bellini, Madonna Morelli (con il paesaggio), ca. 1480-90 (detalhe)

sábado, fevereiro 12, 2005


Emílio Scanavino, S/ título, 1974, serigrafia materica a 27 colori

Carlo Mattioli, Alberi in pianura, 1985

sexta-feira, fevereiro 11, 2005


Sandra Conti Morandi, Impianti elettrici, 1930

Carlo Mattioli, Paesaggio d'estate, 1978

Emilio Scanavino, L'uccello, 1955

Giovanni Bellini (ca.1430-1516)


Tiziano Vecellio, Ritratto di Giovanni Bellini

"Se intese questa matina esser morto Zuan Belin optimo pytor, [...] la cui fama è nota per il mondo, et cussi vechio come l'era, dipenzeva per exellentia. Fu sepulto a San Zane Polo in la soa arca, dove etiam è sepulto Zentil Belin suo fradelo etiam optimo pytor."

(M. Sanudo, Diari, 29 Novembre 1516)


"Uomo di meditazioni instancabili, mai pago di evocare l'antico, d'intendere il nuovo e di provarli, [Giovanni Bellini] fu tutto quel che si dice: prima bizantino e gotico, poi mantegnesco e padovano, poi sulle tracce di Piero e di Antonello, in ultimo fin giorgionesco; eppure sempre lui, caldo sangue, alito accorato, accordo pieno e profondo fra l'uomo, le orme dell'uomo fattosi storia, e il manto della natura.
Accordo tra le masse umane prominenti e le nubi alte, lontane, e cariche di sogni narrati; tra le chiostre dei monti e le absidi antiche, le grotte dei pastori e le terrazze cittadine, le chiese color tortora del patriarcato e il chiuso delle greggi, le roche medievali e le rocce friabili degli Euganei.
Una calma che spazia fra i sentimenti eterni dell'uomo: cara bellezza, venerata religione, eterno spirito, vivo senzo; e una pacificazione corale che fonde e sfuma i sentimenti, dall'alba di rosa al tramonto di viola, secondo l'ora del giorno."

(R. Longhi, Viatico per cinque secoli di pittura veneziana, 1946)


In Giovanni Bellini, Milano, Pockets Electa, 1993

Giovanni Bellini, Allegoria Sacra, ca. 1490-1500

Céu #4


Giovanni Bellini, Trasfigurazione, ca. 1487 (detalhe)

Céu #3


Giovanni Bellini, San Gerolamo nel paesaggio, ca. 1479 (detalhe)

Céu #2


Giovanni Bellini, Risurrezione, ca. 1475-1479 (detalhe)

Céu #1


Giovanni Bellini, Pietá, ca.1465 (detalhe)

Carlos Scliar (1920-2001)


Vieira da Silva, Arpad Szenes e Carlos Scliar, 1943

"Meu filho Carlitos:
Predisse sempre que serias um fenómeno estranho.
Estamos casados há quarenta anos e o nosso filho tem cinquenta. Talvez contes a teu favor, em triplo, os anos de guerra, ou, quem sabe, se trata de uma das farsas dignas do teu homónimo, o outro Carlitos.
Em todo o caso, como todos os verdadeiros artistas, tu és e permanecerás jovem, amo-te e acolho-te no tempo-espaço da arte, que é eterno.
Abraço-te".

(Arpad Szenes, Fevereiro 1970)


"Ao Carlos.
Scliar - Ele saberá perdoar-me - não sou escritora... Conheço-o há muito, muito tempo. Arpad e eu amamos o que ele faz, a simplicidade das suas escolhas, mas também a sua seriedade, a sua tenacidade, as suas cores tranquilas, o seu desenho cuidado, as suas composições amplas e concisas, a diversidade dos seus ritmos, a sua obstinação e a sua criatividade pintando o que lhe apraz, da forma como pensa que deve ser: a melhor, a mais generosa, e eu entendo a sua pintura calma, contida, tensa, como uma cantata grave de dias de festa.
Fielmente tua, Maria Helena".

(Vieira da Silva, Março de 1990)


Textos retirados do catálogo da exposição Carlos Scliar. Pintura 1948-1983 editado pela Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa, 2003, p. 9

coisas simples

"Foi na guerra, em contato com a miséria que ela produz, vivendo aqueles instantes com a sensação de últimos, que banha de uma luz especial tudo o que nos cerca, que se iniciou, sem eu ter consciência, uma nova etapa em minha pintura. Eu era, se não um pessimista, quase um cético: me descobri então um lírico, um lírico visceralmente otimista - com um tremendo amor à vida e confiança nos homens que tomavam consciência e buscavam se defender. Comecei a desenhar e pintar naturezas-mortas, pretexto para demonstrar meu amor às coisas simples, cotidianas, feitas pelos homens, úteis a todos os homens. Tentava transformar a carga de amor e vida que percebia em cada objeto. Me vi, lentamente, modificando a minha pintura, não só temática, mas sensorialmente."

in Carlos Scliar, Museu de Arte de São Paulo, 1983