segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Desenho

Degas disait que «le dessin n'est pas la forme, il est la manière de voir la forme». Est-ce une formule que tu reprendrais facilement à ton compte et qui pourrait s'appliquer à l'éxposition que tu as organisée?
Je repartirais plutôt du commentaire que fait Valéry du dessin de Degas dans lequel il privilégie la gestualité: «Ou bien le désir de former de plus près l'image ébauchée dans l'esprit fait saisir le crayon et voici s'engager une étrange partie, parfois furieusement menée dans laquelle ce désir, le hasard, les souvenirs, la science et les inégales facilités qui sont dans la main, l'idée et l'instrument se combinent, font des échanges dont les traits, les ombres, les formes, les apparences d'êtres et de lieux, l'oeuvre enfin, sont les effets plus ou moins heureux, plus ou moins prévus... Il arrive que ce dessin d'invention enivre l'éxécutant, devienne une action forcenée qui se dévore elle-même, s'alimente, s'accélère, s'exaspère d'elle-même, un mouvement de fougue qui se hâte vers sa jouissance, vers la possession de ce qu'on veut voir. Tout l'arbitraire de l'esprit, comme tout le vide de l'espace à couvrir sont attaqués, envahis, occupés, par une nécessité de plus en plus précise et exigeante.» Qu'on envisage le dessin à partir de la forme ou à partir de la vision de la forme, que l'on privilégie le versant objectif ou subjectif du processus, on ne sort pas de l'hypothèse du dessin comme transposition ou traduction, à laquelle le regard servirait de vecteur. Et derrière l'idée du dessin comme transcription, il y a une hypothèse finaliste sous-jacente: il vise à rejoindre une forme déjà donée qu'elle soit mentale ou matérielle.(...)

Excerto da entrevista a Philippe-Alain Michaud, comissário da exposição «comme le rêve le dessin» (Centro Pompidou e Museu do Louvre, até 16 de Maio de 2005) in Art Press, nº 309, Fevereiro de 2005

Robert Morris, Blind Time V (19??)

Robert Morris, Blind Time III, 1985

Robert Morris, Blind Time II, Number 45, 1976

domingo, fevereiro 27, 2005


Paulo Brighenti, S/ título, 2001

Paulo Brighenti, S/ título, 2001

Paulo Brighenti, S/ título, 2001

Paulo Brighenti, S/ título, 2001

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Arthur Miller na Magnum Photos


Ian Berry/Magnum Photos, Inge Morath et Arthur Miller in their Paris apartment just after their marriage in 1962.




Inge Morath/Magnum Photos, USA. 1960. Arthur Miller




Elliott Erwitt/Magnum Photos, USA. New York City. 1954. Writer Arthur Miller on the corner of Doughty Street.

sábado, fevereiro 19, 2005


George Tice, Country Road, Lancaster, Pennsylvania, 1961

Estrada suspensa no tempo e no espaço

Mais This is my road tell me yours no este bog termina aqui

Wilhelm Sasnal, Untitled (Mooncraters), 2001

Wilhelm Sasnal, Bayer, 2000

Wilhelm Sasnal, Untitled (Jump-2001), 2001

terça-feira, fevereiro 15, 2005


Brassaï, Palais-Royale train station, 1933

Brassaï, Saint-Lazare Station (19??)

Brassaï, Pont Neuf in the Fog, c. 1934-1935

Brassaï, Brouillard, Avenue de l'Observatoire, 1934

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

The Gates. Christo e Jeanne-Claude


Christo e Jeanne-Claude, The Gates, Central Park, New York, 1979-2005 (Fotog. de Andrea Mohin/The New York Times)

Para ver mais fotografias e consultar outros links: ionarts

Christo e Jeanne-Claude, 13-02-2005 (Fotog. de James Wagner)

Christo, The Gates, Central Park, New York 1979-2005. 2004 Christo Ref.# 107W

Para ver mais estudos preparatórios: The Art of Christo and Jeanne-Claude

domingo, fevereiro 13, 2005


Helena Almeida, Tela Habitada, 1976

Helena Almeida, Dentro de Mim, 1998

Helena Almeida, Estudo para um enriquecimento interior, 1977-78 (Fotog. de Artur Rosa)

Matta, Dans L'Olive il Voit L'Olivier, 1997

Vale a pena ver Frente a Frente, exposição colectiva - 10 Artistas Estrangeiros 10 Artistas Portugueses, na Galeria 111 .
Até 5 de Março.

Céu #9


Giovanni Bellini, Battesimo di Cristo, ca. 1500-1502 (detalhe)

Céu #8


Giovanni Bellini, Battesimo di Cristo, ca. 1500-1502 (detalhe)

Céu #7


Giovanni Bellini, Madonna del prato, ca. 1505 (detalhe)

Céu #6


Giovanni Bellini, Madonna del prato, ca. 1505 (detalhe)

Céu #5


Giovanni Bellini, Madonna Morelli (con il paesaggio), ca. 1480-90 (detalhe)

sábado, fevereiro 12, 2005


Emílio Scanavino, S/ título, 1974, serigrafia materica a 27 colori

Carlo Mattioli, Alberi in pianura, 1985

sexta-feira, fevereiro 11, 2005


Sandra Conti Morandi, Impianti elettrici, 1930

Carlo Mattioli, Paesaggio d'estate, 1978

Emilio Scanavino, L'uccello, 1955

Giovanni Bellini (ca.1430-1516)


Tiziano Vecellio, Ritratto di Giovanni Bellini

"Se intese questa matina esser morto Zuan Belin optimo pytor, [...] la cui fama è nota per il mondo, et cussi vechio come l'era, dipenzeva per exellentia. Fu sepulto a San Zane Polo in la soa arca, dove etiam è sepulto Zentil Belin suo fradelo etiam optimo pytor."

(M. Sanudo, Diari, 29 Novembre 1516)


"Uomo di meditazioni instancabili, mai pago di evocare l'antico, d'intendere il nuovo e di provarli, [Giovanni Bellini] fu tutto quel che si dice: prima bizantino e gotico, poi mantegnesco e padovano, poi sulle tracce di Piero e di Antonello, in ultimo fin giorgionesco; eppure sempre lui, caldo sangue, alito accorato, accordo pieno e profondo fra l'uomo, le orme dell'uomo fattosi storia, e il manto della natura.
Accordo tra le masse umane prominenti e le nubi alte, lontane, e cariche di sogni narrati; tra le chiostre dei monti e le absidi antiche, le grotte dei pastori e le terrazze cittadine, le chiese color tortora del patriarcato e il chiuso delle greggi, le roche medievali e le rocce friabili degli Euganei.
Una calma che spazia fra i sentimenti eterni dell'uomo: cara bellezza, venerata religione, eterno spirito, vivo senzo; e una pacificazione corale che fonde e sfuma i sentimenti, dall'alba di rosa al tramonto di viola, secondo l'ora del giorno."

(R. Longhi, Viatico per cinque secoli di pittura veneziana, 1946)


In Giovanni Bellini, Milano, Pockets Electa, 1993

Giovanni Bellini, Allegoria Sacra, ca. 1490-1500

Céu #4


Giovanni Bellini, Trasfigurazione, ca. 1487 (detalhe)

Céu #3


Giovanni Bellini, San Gerolamo nel paesaggio, ca. 1479 (detalhe)

Céu #2


Giovanni Bellini, Risurrezione, ca. 1475-1479 (detalhe)

Céu #1


Giovanni Bellini, Pietá, ca.1465 (detalhe)

Carlos Scliar (1920-2001)


Vieira da Silva, Arpad Szenes e Carlos Scliar, 1943

"Meu filho Carlitos:
Predisse sempre que serias um fenómeno estranho.
Estamos casados há quarenta anos e o nosso filho tem cinquenta. Talvez contes a teu favor, em triplo, os anos de guerra, ou, quem sabe, se trata de uma das farsas dignas do teu homónimo, o outro Carlitos.
Em todo o caso, como todos os verdadeiros artistas, tu és e permanecerás jovem, amo-te e acolho-te no tempo-espaço da arte, que é eterno.
Abraço-te".

(Arpad Szenes, Fevereiro 1970)


"Ao Carlos.
Scliar - Ele saberá perdoar-me - não sou escritora... Conheço-o há muito, muito tempo. Arpad e eu amamos o que ele faz, a simplicidade das suas escolhas, mas também a sua seriedade, a sua tenacidade, as suas cores tranquilas, o seu desenho cuidado, as suas composições amplas e concisas, a diversidade dos seus ritmos, a sua obstinação e a sua criatividade pintando o que lhe apraz, da forma como pensa que deve ser: a melhor, a mais generosa, e eu entendo a sua pintura calma, contida, tensa, como uma cantata grave de dias de festa.
Fielmente tua, Maria Helena".

(Vieira da Silva, Março de 1990)


Textos retirados do catálogo da exposição Carlos Scliar. Pintura 1948-1983 editado pela Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa, 2003, p. 9

coisas simples

"Foi na guerra, em contato com a miséria que ela produz, vivendo aqueles instantes com a sensação de últimos, que banha de uma luz especial tudo o que nos cerca, que se iniciou, sem eu ter consciência, uma nova etapa em minha pintura. Eu era, se não um pessimista, quase um cético: me descobri então um lírico, um lírico visceralmente otimista - com um tremendo amor à vida e confiança nos homens que tomavam consciência e buscavam se defender. Comecei a desenhar e pintar naturezas-mortas, pretexto para demonstrar meu amor às coisas simples, cotidianas, feitas pelos homens, úteis a todos os homens. Tentava transformar a carga de amor e vida que percebia em cada objeto. Me vi, lentamente, modificando a minha pintura, não só temática, mas sensorialmente."

in Carlos Scliar, Museu de Arte de São Paulo, 1983

Carlos Scliar, Paisagem XXXV (A Montanha), 1973

Carlos Scliar, Pergunte quando (VI), 1975

Carlos Scliar, Bule azul, ferro de passar vermelho etc no desenho de 1954; (Meu Déjeuner sur l'herbe), 1986

quinta-feira, fevereiro 10, 2005


Roy Lichtenstein, Untitled (Sandwich and Soda), 1964

Giorgio Morandi, Grande natura morta con lampada a destra, 1928

Giorgio Morandi, Natura morta, 1930

Giorgio Morandi, Natura morta, 1926

Francisco de Zurbarán, Bodegón, 1635